13 abril 2016

Saias a rodar na imprensa brasileira (parte 2)


Um site brasileiro descobriu Diabo na Cruz e foi amor à primeira vista. Graças a Saias, o site Drop Music foi ouvir toda a discografia da banda e publicou este artigo:
«Ultimamente são pouquíssimas bandas que chamam minha atenção e que me façam passar o dia ouvindo suas músicas incansavelmente. Posso contar nos dedos de uma mão quem me fez “perder” tempo pesquisando sua história, vendo seus vídeos e divulgando nas redes sociais, e nunca espera que uma banda portuguesa estivesse entre essas poucas escolhidas. 
«E a Diabo na Cruz me fisgou de jeito desde que vi o belíssimo vídeo de Saias – o qual não canso de rever no Youtube. A banda nasceu em 2008 e já lançou três álbuns e três EPs - o último, com uma nova versão de Saias, acabou de ser lançado – em que misturam rock com a tradicional música portuguesa, principalmente o vira, o fado, mas também no que ficou conhecido como nacional-cançonetismo, com seu resgate de costumes portugueses, mas que também encontra eco no Brasil, principalmente no Nordeste brasileiro, muito influenciado pelo colonialismo português – ouça Combate com Batida –, o que faz com que o trabalho do sexteto tenha, mesmo que indiretamente, uma pequena ligação com o Brasil. 
«Apesar de ser uma banda pop, o Diabo na Cruz se arriscou em sonoridades levemente diferentes em seus três álbuns. Se lá no começo, em Virou! o flerte com o folclore português era um pouco mais forte – vide O Regresso da Lebre e Tão Lindo –, o grupo arriscou um som mais denso em Roque Popular, e voltou com força com um pop irônico e divertido em Diabo na Cruz, mas sem esquecer suas raízes, que são exatamente a “graça” do trabalho autoral da grupo. 
«O trabalho feito pelo Diabo na Cruz, lembra, em alguns momentos, a busca por novas sonoridades que bandas brasileiras trilharam nos anos 1990 e começo dos anos 2000. Um olhar para o regionalismo com o intuito de moderniza-lo e apresenta-lo para uma nova geração que pouco, ou nada, tem de ligação com seu passado, considerado antiquado e sem graça. 
«Pena que as poucas rádios brasileiras dedicadas ao rock não vão se interessar pelo trabalho desses portugueses, seria uma ótima oportunidade de dar novas caras, até mesmo, para o nosso rock brasileiro, tão interessado em copiar fórmulas batidas.»

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