28 junho 2016

Entrevista: João Pinheiro

João Pinheiro, o baterista filósofo. Nestas respostas às perguntas lançadas pelos fãs, ficam a saber que a sala de ensaios é o seu ginásio, a importância do seu irmão em Diabo na Cruz, os bateristas que mais admira, a filosofia da bateria e muito mais.

Qual é a música de Diabo na Cruz mais lixada de tocar, que puxa mais por ti (e pela bateria)?
Talvez a música que puxe mais por mim seja a "Bomba-Canção", por ser rápida e ter um desenho de bateria bastante busy. Mas também posso sentir isto porque não a tocamos em todos os concertos, e por isso está menos oleada que outras. Por outro lado, quando a tocamos, é mais para o final dos concertos, numa altura em que estamos mais cansados. Ainda assim, está no meu top de músicas preferidas de diabo.

Já chegaste a entrar, ou a considerar entrar, para um concerto já sem t-shirt vestida?
Sinceramente não me lembro bem se isso aconteceu, mas é possível ter acontecido num concerto em Lisboa na Praça do Intendente, por causa do calor infernal que estava nessa noite.

Quantas horas por dia passas no ginásio?
Nunca entrei num ginásio a minha vida inteira. Não gosto muito da ideia de ir ao ginásio, mesmo nada aliás. Sempre fiz desporto e ainda faço algum, antigamente era acima de tudo futebol e hoje em dia é mais bicicleta. O meu ginásio é a sala de ensaios! Aí passo bastantes horas por dia!

O berço do Diabo foi na garagem da família Pinheiro. Aquele espírito adolescente de banda de garagem ainda está convosco?
Penso que o espírito adolescente faz parte do Rock e Diabo na Cruz é essencialmente uma banda de rock. E é também uma banda de garagem, foi aí que começámos e sempre que ensaiamos sentimos esse espírito vivo e presente em nós. No entanto, quando a banda começou nós já não éramos adolescentes e portanto conseguimos aliar a esse espírito alguma maturidade e experiência, o que nos permitiu ser mais eficazes em muitas alturas. De qualquer modo, posso dizer que num certo sentido, é esse espírito adolescente da banda de garagem que ainda hoje me move na forma como oiço música e na forma como toco.

Que tal é ter um irmão mais novo [Manuel Pinheiro] na banda? Dás-lhe cabo do juízo? :D
Sempre tive a experiência de tocar com o meu irmão em banda. Ele fez parte da formação dos Tv Rural (a minha primeira banda, que ainda tenho) e foi pela minha mão que entrou para os Diabo. Claro que a relação entre irmãos às vezes é mais intensa, mas com a idade aprende-se a limar arestas. Todos os dias isso tem de ser feito para o bem do equilíbrio do grupo que é o mais importante. Neste momento ele é, como todas as outras pessoas na banda, um elemento indispensável e ajudou muito a desenhar a sonoridade que temos actualmente.

Como é a partida e a chegada de novos membros à banda? Acontece de forma natural ou sentem-se algo renitentes de início e ao longo do tempo passa?
É um processo natural de adaptação. Ao início todos sentimos as diferenças, mas, sempre que isso aconteceu, a renitência da nossa parte foi mínima e por isso o entrosamento de quem entrou foi rápido. E quem entra tem sempre algo de novo a dar à banda, o que também é motivo de entusiasmo para quem está. Por outro lado, depende das circunstâncias em que acontece essa mudança, mas no geral, apesar de nos sentirmos mais seguros quando a formação está estabilizada, há sempre algo de bom que acontece quando se agitam as águas.

Li algures que tinhas estudado Filosofia. A última coisa que nos passa pela cabeça quando te vemos a dar o litro na bateria é que aquele homem se interessa por ideias e conceitos... Porque estudaste Filosofia e porque é que isso te fez falta?
Compreendo essa estranheza, ainda por cima sendo o meu instrumento algo tão físico, mas não são coisas incompatíveis. Há qualquer coisa meio inexplicável que não separou para mim a bateria da filosofia, algo como um pensar do todo que está presente em ambas. Eu nunca deixei de tocar bateria durante todo o curso.
O meu interesse na Filosofia apareceu quase só no 12º ano, muito por causa da professora que tive, mas muito também porque fui surpreendido pela descoberta de uma nova abordagem da realidade e do mundo e por uma forma de pensar mais profunda e atenta a dimensões que eu desconhecia até então.
Quando escolhi a licenciatura em Filosofia fui um pouco atrás desse fascínio recente, mas também fui empurrado pelas boas notas que tive nesse ano. No entanto, houve momentos em que admito ter pensado seriamente em desistir, sobretudo porque me apercebi desde cedo que a música seria o meu caminho. Hoje a minha relação com a filosofia é bastante mais distante.

Quais são os bateristas que mais admiras (em Portugal ou lá fora)?
É impossível não deixar ninguém de fora, quando há tanta gente que me influenciou e influencia. Além do meu pai, que também tocava bateria e teve uma banda, o baterista que me fez querer tocar foi o Dave Grohl. Ele é a energia e a garra supremas, aliadas à técnica e às ideias certas para cada música onde participa. Dessa geração tenho de referir também o Matt Cameron dos Soundgarden. Depois os mais antigos, claramente o John Bonham, o Ginger Baker e o Robert Wyatt. Em Portugal, o Rui Alves é o baterista que mais me fascinou, para além de ser uma das melhores pessoas que conheci. Actualmente penso que temos óptimos bateristas em Portugal. Um dos mais completos e cativantes para mim é o João Correia. Mas gosto muito da energia do Hélio Morais ao vivo, da eficácia do Fred Pinto Ferreira e do talento do David Pires. Entre muitos, muitos outros!

Já partiste muitas baquetas em concertos de Diabo na Cruz? O público pede-te muitas vezes para ofereceres as baquetas?
Às vezes ficam meio lascadas ou até rachadas, mas partir mesmo só parti duas ou três vezes. Sim, o público pede-me baquetas em quase todos os concertos, já me aconteceu mais do que uma vez até, receber mensagens com meses de antecedência a pedir baquetas. Tento dar o mais que posso, às vezes não consigo.

Tendo em conta que estás na banda desde o início, qual é a música que mais gostas de tocar? Há alguma da qual já estejas farto?
Neste momento a música que eu mais gosto de tocar é o "Mó de Cima", do último disco. Farto propriamente não me sinto em relação a nenhuma música do nosso concerto, mas às vezes as mais antigas não são as que mais apetece tocar. Faz parte...

Uma vez que bates todos os recordes de projectos paralelos, alguma vez receias não conseguir dar o teu máximo por te desmembrares em tantas bandas?
Obviamente faço tudo para que isso não aconteça, mas admito que conciliar agendas e interesses às vezes tão distintos, pode tornar-se uma dor de cabeça. A verdade é que, mesmo sendo Diabo na Cruz a minha banda principal, é-me muito difícil imaginar-me a tocar numa só banda e a canalizar num só sentido aquilo que tenho para dar. Tento dar tudo o que tenho a cada banda onde estou envolvido e quando percebo que estou a perder esse comboio, e as pessoas à minha volta podem sair prejudicadas com isso, tenho de tomar decisões…

Ter tantas bandas e tocar com diferentes músicos faz de ti um músico melhor? De que forma?
Estou certo que faz de qualquer pessoa um músico melhor. Lidar com formas diferentes de encarar a música, com processos e estilos musicais distintos, com formações de banda diferentes, desenvolve a capacidade de trabalho em grupo, a própria técnica do instrumento e aumenta o leque de soluções para utilizar em cada canção. E principalmente, cada músico individualmente é uma fonte de inspiração e influência para mim, cada um tem sempre alguma coisa nova e única para dar, por isso, com quantos mais e melhores músicos eu puder trabalhar, melhor!

➤ Ver também:
Entrevista: Sérgio Pires
Entrevista: Manuel Pinheiro
Entrevista: Jorge Cruz
Entrevista: Bernardo Barata
Entrevista: João Gil

Próximo concerto: Coimbra, 1 de Julho

O quê: Festas da Cidade de Coimbra e da Rainha Santa Isabel 
Quando: Sexta-feira 1 de Julho, depois das 22.00
Onde: Praça do Comércio em Coimbra
Quanto: Entrada livre

27 junho 2016

Entrevista: Jorge Cruz

Os fãs perguntaram, Jorge Cruz respondeu. Fiquem a saber tudo sobre o mítico salto, o cabelo, o jogador de futebol preferido, os seus companheiros em Diabo na Cruz, a Lebre, a inspiração para "Luzia" e muito mais.

Qual foi a melhor coisa que descobriste sobre ti próprio através de Diabo na Cruz?
A melhor não sei, mas descobri (e ainda descubro) imensas coisas. Por exemplo, descobri que posso ser um cantor e frontman convincente para uma banda de rock, algo em que não acreditava anteriormente. Descobri que não preciso de tentar fazer tudo na perfeição, o mais importante é encarar as coisas com a atitude certa. Descobri ainda que não preciso de ter vergonha de errar e que posso assumir os meus erros junto dos meus colegas sem recear ser incompreendido. Finalmente, descobri que uma boa parte dos meus sonhos de infância se tornariam realidade.

Podes ensinar-nos a dançar como tu? 
É fácil. Basta juntar os punhos à frente do peito e abanar os cotovelos para cima e para baixo ao ritmo da música que estiver a dar no momento.

A música "Armário da Glória" é sobre alguém ou algo em particular? 
Não é sobre ninguém em particular mas sobre muita gente ao mesmo tempo. A Glória Margarida representa um certo tipo de apreciador de arte urbano que se agarra a ícones internacionais do cool para validar o seu bom gosto e, enquanto mantém uma estranha ignorância sobre o seu próprio país, vê as expressões artísticas dedicadas ao Portugal profundo como exotismos ou curiosidades que não lhe dizem respeito.

A "Luzia" é uma clara referência a Viana do Castelo, às suas gentes e às festas da Srª d'Agonia. Algum de vocês é desta cidade ou conhece? Como surgiu a inspiração para esta música? 
Tenho recordações das festas da Sra. da Agonia desde a infância. A minha mãe é de Viana do Castelo. Desde o início que o traje e a cultura minhota estão presentes na nossa imagem e nos nossos discos, transmitem uma cor e vitalidade demasiado importantes para serem deixados para segundo plano. Quanto à Luzia, surgiu de um conceito que tentámos criar para o segundo disco sobre percorrer o país de Norte a Sul numa espécie de diáspora interna rumo a uma vida melhor. A Luzia foi das primeiras músicas a surgir e é uma história de amor sobre partir para começar do zero noutro lugar, daí ter uma referência de partida tão específica como as festas da Sra. da Agonia.

Na música "Canção do Monte", onde diz "de Baguim à Ponta" é uma referência a Baguim do Monte, freguesia de Gondomar onde viveste? 
É uma pergunta muito bem sacada. A referência é a Baguim do Monte, precisamente. Foi o local onde cresceu uma pessoa muito importante na minha vida. A música nasceu à volta da frase ”dá-me a tua mão” e é uma espécie de pedido de casamento.

Existe alguma história por detrás daquele mítico salto que faz em todos os concertos?
É uma boa pergunta porque com o passar do tempo já me esqueci quando terá acontecido pela primeira vez. Sei que surgiu por altura da tour do Roque Popular e tal como outras coisas em Diabo na Cruz tornou-se um ritual. Um concerto de banda de rock é uma espécie de cerimónia e há muitas coisas em Diabo que são ritualizadas, há rituais que desaparecem, outros que nascem para os substituir, mas no fundo há sempre comportamentos que se repetem de forma ritualizada e que vão representando os diferentes estádios do nosso processo e da nossa missão.

Qual é o teu jogador de futebol preferido? E se Diabo na Cruz fosse uma equipa de futebol, em que posição jogaria cada um dos seus elementos? 
O meu jogador preferido talvez o Paulo Futre. Vi-o ao vivo pela primeira vez no estádio do Jamor em '84 e quando estava a crescer ele era o melhor jogador português, milhas à frente dos restantes, só mais tarde com a "geração de ouro" viemos a ter jogadores desse nível em quantidade. Hoje em dia, o meu jogador preferido é o Adrien Silva. Gosto da sua competência, raça e confiabilidade. É fundamental cada equipa ter um capitão que, faça chuva ou faça sol, não abandona o barco.

Se Diabo na Cruz fosse uma equipa de futebol acho que o João Pinheiro seria o guarda-redes Higuita, sempre pronto para dar show, fazer grandes defesas e arriscar-se em deambulações inesperadas. O Bernardo Barata seria aquele defesa central discreto e com classe, à italiana, um Baresi, Costacurta ou Canavarro. O Manuel Pinheiro, aquele defesa jovem e polivalente que pode fazer qualquer uma das laterais e posições do meio campo, estilo André Almeida ou mesmo Fábio Coentrão. O João Gil seria aquele extremo direito clássico que dá 5 cruzamentos perigosos por jogo e ainda tem duas oportunidades de golo, como um Simão Sabrosa, por exemplo. O Sérgio Pires, o extremo esquerdo adaptado que pode fazer qualquer posição no campo, com tendência a vir para o centro buscar jogo mas antes de mais um jogador de equipa, role-player e pensador de jogo, tipo Muller, ou Zanetti. Posto isto, e dado que o centro do terreno está todo por ocupar, eu seria aquele 8 box-to-box, às vezes atrás a fazer 6, outras vezes a 10 ou a falso 9. Uma espécie de Pirlo barra Postiga, no fundo.

Ó Jorge, o que te passou pela cabeça para cortares o cabelo como tens no videoclip da Luzia? O que tens a dizer acerca da evolução do teu cabelo ao longo dos anos?
Cortei o cabelo para o Luzia no dia das filmagens, mas já tinha usado o moicano antes, nos concertos de apresentação do disco Roque Popular. O disco demonstrava uma perspectiva mais radical do nosso propósito enquanto banda e eu estava à procura de representar esse momento confrontativo e desconfortável de alguma maneira. O moicano pareceu-me boa ideia. Desde miúdo que experimento cortes de cabelo diferentes mas ainda não tinha experimentado esse. No caso do teledisco do Luzia, tentei fazer um contraste imediato com aquele mundo de tradições, colorido e romântico, ao responder com uma imagem mais agressiva e contemporânea. Quanto à evolução do meu cabelo ao longo do tempo, acredito que continuará a acontecer. Não me estou a ver com este penteadinho à Morrissey meets David Carreira para sempre.

O QUE É A LEBRE????!! 
A Lebre é o fio condutor da obra de Diabo. Está na primeira música do primeiro disco e, se Deus quiser, há-de estar na última música do último disco.

Quem é o "Moby português"?
Não sei quem é, mas houve, em tempos, quem andasse à sua procura. Essa referência ao Moby português no Tão Lindo é dedicada a uma geração que passou o tempo a achar que em Portugal os músicos deviam ser meras cópias do que de bom existisse lá fora.

Em que momento percebeste que era esta a formação certa de Diabo na Cruz, que todas as peças encaixavam no desígnio da banda? 
Bom, as mudanças que o disco Roque Popular precipitou foram profundas. Estávamos com alguma dificuldade em tocar as canções ao vivo, a forma como o conceito e os arranjos tinham sido construídos sentia-se como opressiva em palco e a banda estava diferente quer em termos práticos quer em termos emocionais. Foi um processo que durou um ou dois anos. Fomos tirando coisas no papel de toda a gente até cada um de nós ficar com uma espécie de versão sintetizada daquilo que faz na banda. O que esse processo permitiu foi abandonarmos territórios onde chocávamos e encontrarmos realmente um puzzle em que as peças se encaixam sem se sobreporem. E isto aplica-se também às nossas personalidades. Tivemos de fazer um trabalho assumido de verbalização de sentimentos, de frustrações e de dúvidas até nos conhecermos melhor e podermos ser um verdadeiro grupo. Para este terceiro disco, encontrámos uma forma de funcionar que é sólida, constante e saudável. Admite algumas variações mas procura sempre respeitar o bem comum e a nossa missão enquanto grupo. Julgo que isso nos tem tornado mais cúmplices e companheiros.

A verdade é que cada pessoa nesta banda é diferente e acaba por ter um papel diferente. O João Pinheiro é o coração do grupo. Um coração apaixonado e com aquela pitada de loucura que é fundamental para as coisas terem rasgo. É preciso ser-se um pouco louco para se ser músico de rock em Portugal e ele é o lembrete daquilo que nos traz até aqui. Por outro lado, essa loucura e paixão têm grande tendência a influenciar o nosso ritmo cardíaco musical e emocional, pelo que é sobre ele que recai a responsabilidade de gerir os nossos estados com moderação. O Bernardo Barata é quem nos impede de sermos um bando de neandertais à solta dentro de uma carrinha de 9 lugares. Empresta-nos uma dose de chá que é fundamental em algumas ocasiões. Foi quando o vi a tocar baixo em Feromona que consegui visualizar Diabo na Cruz a nascer. A sua maneira específica de tocar, de estar e de gostar de música está na origem disto tudo. O João Gil é quem desde o início nos traz alguma esperança de sofisticação musical. É extremamente sensível pessoal e musicalmente e, em ultima análise, para ele o que importa é a música. Se lhe atirarmos uma melodia nova ele toca-a à primeira, no máximo à segunda. Por outro lado, se for preciso inventar uma malha é capaz de fazer três ou quatro diferentes no espaço de dois minutos, é uma questão de se escolher. Desde o início, que o Gil eleva a nossa música para outro nível. O Manel Pinheiro é um verdadeiro biscateiro do rock. Se a torneira está a pingar, chama o Manel Pinheiro. A persiana não fecha, chama o Manel Pinheiro. Dói-me o lado direito da barriga e o esquerdo da cabeça, chama o Manel Pinheiro. Há sempre alguma coisa para resolver, e o Manel é quem arranja soluções. Com a evolução do grupo, o papel dele foi mudando consoante aquilo que estávamos à procura e foi sempre impressionante a facilidade que demonstrou em adaptar-se a novas perspectivas e encontrar formas de contribuir. Com o Manel Pinheiro em Diabo na Cruz não há desculpas para termos uma sonoridade limitada ou repetitiva. Já o Sérgio Pires é a cola que une Diabo na Cruz. Foi a sua ética de trabalho, o seu apreço pela profissão que temos e a sua dedicação que deram o tom para uma nova forma de trabalhar na banda. E foi a sua personalidade humana e consensual que nos aproximou uns dos outros quando atravessámos momentos mais difíceis. A sua chegada à banda foi uma lufada de ar fresco e é muito devido à sua forma de cuidar do grupo que permanecemos juntos hoje.

Escrever canções alegres é-te natural ou fazes um esforço consciente para transmitires essa alegria na música da banda? Fazer canções felizes faz-te mais feliz?
Fazer canções felizes faz-me mais feliz até porque tem o efeito de trazer boas vibrações às pessoas que as ouvem o que é uma recompensa preciosa, depois do trabalho que dão a fazer. Julgo que um certo tipo de canções com uma mensagem positiva de perseverança me sai naturalmente, aliás, procuro nos temas das canções encontrar pontos de vista que me sejam naturais para que as coisas façam sentido mas, para não fugir ao cerne desta questão, a expressão de sentimentos de abandono, incompreensão, melancolia etc. é muito espontânea para alguém que tem de isolar-se do mundo para criar um objecto artístico. Tenho a certeza de que conseguiria compor um álbum inteiro de músicas miseráveis e sinceras de um dia para o outro, sem grande esforço. Por outro lado, para escrever uma boa canção animadora é preciso mobilizar muita energia, até porque são raras as canções alegres que não soam palermas.


➤ Ver também:
Entrevista: Sérgio Pires
Entrevista: Manuel Pinheiro
Entrevista: João Pinheiro
Entrevista: Bernardo Barata
Entrevista: João Gil

26 junho 2016

16 de Julho: Diabo na Cruz em Portel


E vai mais um para o Alentejo. Diabo na Cruz actua no Festival da Juventude de Portel (distrito de Évora) no dia 16 de Julho. O concerto acontece no Parque de Feiras e Exposições (ver mapa) depois da meia-noite com entrada livre.

Resultados: Melhor concerto de 2016 (até agora)


Braga, 2 de Abril. O público do Norte estava sedento de um concerto de Diabo e foi abençoado com uma molha à moda de Braga. No primeiro concerto do ano ao ar livre, a chuva intensificou tudo. Com 26% dos votos, o concerto em Braga foi votado como o melhor da primeira metade de 2016. Em segundo lugar ficou o concerto na Semana do Enterro de Aveiro (12%) e em terceiro um empate (10%) entre Caldas da Rainha e o primeiro do ano, em Sesimbra. 19% dos votantes ainda não foram a nenhum concerto de Diabo em 2016 — amigos, a lista de concertos está aqui. Siga.

23 junho 2016

Diabo na Cruz na Festa do Avante! 2016


Depois de 2010, 2012 e 2014, Diabo na Cruz regressa ao Avante em 2016. A Festa do Avante! acontece na Quinta da Atalaia, na Amora (Seixal) nos dias 2, 3 e 4 de Setembro. A entrada para os três dias custa 23€ até 1 de Setembro e pode ser comprada nos centros de trabalho do PCP ou através do Ticketline. Entrada gratuita para crianças e adolescentes até aos 14 anos, desde que acompanhados por um adulto portador de bilhete.

Actualização: Concerto no dia 3 de Setembro no Palco 25 de Abril às 21.00.

22 junho 2016

Entrevista: Bernardo Barata

Bernardo Barata é o segundo a responder às perguntas lançadas pelos fãs. Fiquem a saber mais sobre a vida de estrada com Diabo na Cruz, a vida de estúdio no iá! e a vida familiar, entre outras coisas:

Porquê o baixo? Como é que começaste a tocar? Sabes tocar mais algum instrumento?
Porque mais ninguém no grupo de amigos queria tocar baixo, ahahahaha. Isto é verdade. Comecei a tocar guitarra clássica, com um professor de fado, aos 13. Peguei no baixo talvez aos 16. Toco baixo e guitarra razoavelmente. Safo-me a tocar uma ou outra coisa simples ao piano.

Quais são os teus baixistas de referência?
O que mais me fez querer tocar foi o Flea (Red Hot Chili Peppers) e o Robert Trujillo (na altura em Suicidal Tendencies e hoje em dia toca em Metallica e com quem tive o privilégio de passar alguns tempos em surfadas) e o Paul McCartney, claro.

Como reagiste quando o Jorge Cruz te convidou e falou pela primeira vez de Diabo na Cruz?
Fiquei entusiasmado mas fiquei mesmo maluco foi quando ensaiamos as primeiras vezes. Reconheci logo que estava a acontecer algo especial. Sentimos os três logo isso julgo eu.

Uma vez que foste um dos pilares de base dos Diabo na Cruz, estás por dentro do percurso, dificuldades, contornos, avanços do grupo, até ao período actual... Dado que também estás a enveredar por um percurso musical a solo, gostava que fizesses a comparação entre aquilo que é criar um projecto individual e criar uma banda em Portugal.
A maior diferença é que, pelo menos numa fase mais inicial, és só tu a "puxar a carroça". De resto suponho que não seja assim tão diferente.

Tu pareces ser o mais calmo do grupo... Quem é que da banda fica mais nervoso antes de um concerto?
Eheheheh. Por esta altura do campeonato já não há grandes nervoseiras. Pode haver um ou outro espetáculo que puxe os nervos e aí acho que vamos todos por igual.

Tens um currículo musical invejável, mas és um tipo muito discreto, mesmo quando te aventuras a solo. Nunca tiveste sede de protagonismo?
É estranho. É uma relação amor ódio a que tenho com o protagonismo. Gosto que gostem de mim e do que faço, mas, em simultâneo, gosto de me sentir de igual para igual com toda a gente. Não sei explicar isto muito bem.

De que forma é que o curso de hotelaria te ajuda na vida de estrada e a lidar com a rapaziada toda?
Mais do que o curso em si está-me no sangue agradar e tentar que as pessoas à minha volta estejam em harmonia. Gosto de pensar que contribuo para isso apenas sendo como sou.

Para além de contribuíres para o aumento da taxa de natalidade, ser pai mudou alguma coisa em ti como músico?
Com crianças não te podes dar ao luxo de ser pobre. Então tens que preocupar mais com o lado do dinheiro. Como músico, instrumentista, propriamente dito acho que não mudou nada.

Fala sobre a tua experiência de ser músico (ter de estar afastado de casa por vezes durante as tournées e muitas horas em estúdio em gravações, suponho...) e conjugar isso com uma vida familiar com várias crianças, o que naturalmente requer bastante tempo e energia!
É difícil. É uma vida por vezes algo bipolar. Alternar a calma e as rotinas familiares com o ambiente tresloucado da estrada tem dado cabelos brancos com fartura. Mas é assim. Foi sempre assim para muitos músicos que escolhem ter família.

No estúdio iá! tens trabalhado com um espectro gigante de músicos. Isso ajuda-te, de alguma forma, a saber lidar com a caldeirada de géneros e referências de Diabo na Cruz? Ou vice-versa?
O que me faz saber lidar com vários estilos de música é a bagagem musical que tenho do que ouvi a vida inteira. Tudo ajuda. Seja no estúdio com outros artistas ou com Diabo na Cruz.

Vida de estúdio vs. Vida de estrada?
Nunca tive uma sem a outra. Não é uma escolha. Se passas demasiado tempo num lado começas a perceber que tem que haver essa alternância e que tens de ir ao outro lado recuperar forças.

Se pudesses escolher um filme para fazer a banda sonora, qual seria?
Eish...! Não sei dizer um específico mas acho que gostaria de fazer um épico histórico com orquestra e afins.

➤ Ver também:
Entrevista: Sérgio Pires
Entrevista: Manuel Pinheiro
Entrevista: João Pinheiro
Entrevista: Jorge Cruz
Entrevista: João Gil

21 junho 2016

Discos com canções de Jorge Cruz no top 10


Há já seis semanas que Jorge Cruz tem discos com canções da sua autoria na tabela dos 10 álbuns mais vendidos. O top desta semana regista subidas dos discos de Ana Moura e Raquel Tavares — Moura sobe até ao 4º lugar, Raquel regressa ao 6º posto.

Semana 24 — 10-16 Junho 2016
1. David Carreira - 3
2. Agir - Leva-me a Sério
3. Panda e os Amigos - Panda e os Amigos
4. Ana Moura - Moura 
5. Mariza - Mundo
6. Raquel Tavares - Raquel 
7. D.A.M.A. - Dá-me Um Segundo
8. Soy Luna - Soy Luna
9. Aurea - Restart
10. Adele - 25

o Meu Amor de Longe de Raquel Tavares, com letra e música de Jorge Cruz, é esta semana número 1 no top da Rádio Comercial.

19 junho 2016

Jorge Cruz volta a colaborar com Amor Electro


O novo álbum dos Amor Electro, que deverá sair algures entre o final deste ano e o início de 2017, conta novamente com letras escritas por Jorge Cruz. Tiago Pais Dias disse ao site Hardmúsica que as letras serão "mais uma vez uma parceria com Jorge Cruz" e que o novo disco será "mais electrónico".

Para os Amor Electro, Jorge Cruz já escreveu as letras de Só é Fogo se Queimar, Amanhecer, No Esplendor do Vendaval e Rosa Sangue, canção que tocou com a banda nos Prémios RFM 2013.

17 junho 2016

Próximo concerto: Nelas, 24 de Junho

Onde: Largo do Município em Nelas (distrito de Viseu)
Quando: Sexta-feira 24 de Junho, por volta das 21.30
O quê: Dia do Município de Nelas
Quanto: Entrada livre

16 junho 2016

15 junho 2016

Diabo em Castelo Branco: bilhetes à venda

No dia 23 de Julho há concerto de Diabo na Cruz no Festival Sintonias, em Castelo Branco, pelas 23.00. Os bilhetes já podem ser comprados no Cine-Teatro Avenida — 10€ para quem comprar antecipadamente, 15€ no dia do festival. Para quem vive fora, o Sintonias oferece a opção de envio de bilhetes via CTT, à cobrança.

13 junho 2016

31 de Julho: Diabo na Cruz em Sever do Vouga


O cartaz do FicaVouga já foi totalmente divulgado. Diabo na Cruz é cabeça-de-cartaz do último dia do festival e actua no palco principal por volta das 22h30. O FicaVouga acontece junto às piscinas municipais de Sever do Vouga, distrito de Aveiro (ver mapa). A entrada é livre.

31 de Julho
17.00 – Bandas Filarmónicas – Palco Folk
19.00 – Rancho Folclórico de Rocas do Vouga – Palco Folk
21.15 – Celina da Piedade – Palco Fora d'Horas
22.30 – Diabo na Cruz – Palco Prime
00.00 – Moonwalkers – Palco Fora d'Horas
01.00 – DJ Kazu – Palco Fora d'Horas

10 junho 2016

Entrevista: João Gil


João Gil, um homem muito equilibrado
Os fãs perguntaram, João Gil respondeu. Aqui podem conhecer melhor o músico e surfista, a história daquela tatuagem e daquele pedido de casamento:

Porque tens tantas tatuagens? Que significado têm para ti?
As pessoas que ficam curiosas com a minha tatuagem normalmente pensam que tenho várias tatuagens, na verdade tenho apenas uma, mas uma grande tatuagem que ocupa todo o meu lado direito do corpo. Esta tatuagem vale por aquilo que simboliza e não pelo desenho dela, o desenho é completamente secundário. Quando comecei a tatuar, comecei por uma joaninha na minha barriga que simboliza a minha mãe, depois disso fiz um escorpião que simboliza o meu pai e esse escorpião está a abraçar a joaninha. Depois disso comecei a montar o puzzle com várias peças pelo resto do corpo e cada uma dessas peças simboliza alguém que fez ou faz parte da minha vida. Só tenho um lado tatuado porque quero lembrar-me sempre que olhar para o lado esquerdo daquilo que fui e sempre que olhar para o lado direito daquilo que sou, acredito que as pessoas têm várias faces, não apenas aquela que mostram.

Conta como surgiu a ideia do pedido de casamento à tua noiva durante um concerto. A ideia foi tua? Não tiveste medo de levar uma nega em público?
A ideia surgiu há muito tempo, muito antes do pedido, na altura em que pensei nisso não sabia ainda onde poderia ser, felizmente Diabo teve um concerto marcado numa das salas mais bonitas de Lisboa e decidi logo que tinha que ser lá. Depois disso fui falar com a banda para lhes pedir ajuda e como não podia deixar de ser, o pedido ficou guardado para a música CASAMENTO, nos ensaios fizemos um arranjo para que a música parasse a meio e eu pudesse ir falar para o lugar do Jorge num momento em que apanhasse a Joana completamente desprevenida. Assim foi, ela não estava à espera, existem vários vídeos engraçados onde se pode ver isso, um dia destes mostro o vídeo da minha irmã, onde se pode ver que ela quase mudou de cor e quase desmaiou. Em cima do palco pensei "epá, e se ela não quiser…?", mas os deuses estavam do meu lado e quiseram que a Joana ficasse do meu lado e foi uma das noites mais bonitas da minha vida! Uma parte engraçada foi num outro concerto, no final quando estávamos a assinar discos, houve uma senhora muito querida que estava a pedir assinaturas  à banda que quando viu a Joana, pediu-lhe também para assinar o disco dela porque tinha ficado muito emocionada com o pedido. Coisa bonita!

Tendo em conta que pediste a tua mulher em casamento num concerto de Diabo... houve música de Diabo no teu casamento?
No nosso casamento fiz questão de chatear todos os meus amigos para tocarem, uns ficaram envergonhados e não quiseram subir, mas houve uns corajosos que subiram e tocaram que se fartaram! Subiu primeiro o meu grande amigo Tiago Bettencourt, logo a seguir tocou You Can’t Win, Charlie Brown, depois se não me engano tocou o Pedro Puppe, Diabo logo a seguir e arrasou com o palco e convidados que não nos conheciam! Eu toquei uma música para a Joana no fim sozinho e desafinei que me fartei, mas não faz mal porque não havia nenhum júri da Operação Triunfo ou dos Ídolos lá.

Qual é a música de Diabo na Cruz mais fixe de tocar no teclado?
A LUZIA ao vivo, porque posso improvisar sempre os inícios da música, fazer o que me apetece, tocar mais rápido, tocar mais lenta, tudo o que me apetecer, posso sentir as pessoas a focarem-se nisso e isso dá-me gozo. Além disso tenho ainda aquela pressão de estar a tocar sozinho enquanto o Jorge canta, esse nervosinho dá-me pica e faz-me estar sempre em alerta, é um desafio sempre que toco a música e faço o possível para que seja sempre diferente cada vez que a toco.

Lembro-me de ver em algum lado que eras surfista... Ainda fazes surf?
Era e sou surfista e continuo a fazer surf! Da mesma forma que tenho a necessidade de fazer música, tenho também a necessidade de estar dentro de água, a fazer surf. O surf está presente na minha vida mais ou menos desde a mesma altura em que comecei a tocar quando tinha 6 ou 7 anos. Pratico surf pelo desporto mas acima de tudo, pratico pelo efeito terapêutico que tem em mim, no quanto me relaxa a cabeça e transforma a minha vida, sou melhor pessoa depois de um dia de surf. Hoje aconteceu-me uma coisa engraçada depois de surfar, estava a sair da água e passo por dois miúdos que estavam a ouvir música debaixo do seu chapéu de sol, quando cheguei mais perto apercebi-me que era a LUZIA e fui lá conversar com eles, perguntei-lhes "Isso é rádio ou é escolha vossa?" e eles responderam "É escolha nossa, porquê?", ao que eu respondi "epá, é que isso é a minha banda!", lá ficámos à conversa e lá fiquei a conhecer mais duas pessoas bem porreiras!

Que tipo de música ouves?
Hoje em dia, posso dizer que oiço tudo, desde o mais “cool” ao mais foleiro. Sou mil vezes mais feliz desde que deixei de ser um snob musical. Aconselho toda a gente a fazer o mesmo, oiçam um bocadinho de tudo, não faz mal a ninguém, só faz bem.

Sendo responsável pelos sons mais foleiros (no bom sentido) e pirosos (elogio) da banda, isso mudou a forma como encaras a música pimba?
Não, continuo a olhar da mesma forma, como um estilo de música no meio de outros tantos. Respeito quem o faz, há lugar para todos na música. Obrigado pelo elogio!

O bom gosto e os guilty pleasures são conceitos que fazem sentido para ti na forma como encaras a música?
Hoje em dia não escondo os guilty pleasures e por isso já não são tão guilty... Bom gosto e mau gosto não existem para mim, existe acima de tudo o “meu” gosto, cada um tem o seu.  Toda essa música faz todo o sentido para mim na forma como encaro a música no geral.

Como é que achas que a música de Diabo na Cruz vai sobreviver à passagem do tempo?
A música de Diabo na Cruz vai sobreviver ao tempo porque é música de altíssima qualidade feita por pessoas que amam o que fazem e o demonstram facilmente ao vivo para que ninguém fique na dúvida, isso ficará na memória das pessoas e para mim a melhor maneira de sobreviver ao tempo é quando ficamos na memória de alguém.

De que forma é que Diabo na Cruz foi importante para ti enquanto músico/pessoa?
Foi importante porque me fez concretizar o meu maior sonho de criança, ser músico como os grandes que eu adorava quando era miúdo, permitiu-me viver disso e perceber o que é estrada a sério com uma banda, com o que isso traz de bom e de mau, aprender a ser músico e tentar sê-lo o melhor possível.

Quando tocavam a "Comboio" dos Trovante ao vivo imaginavas uma realidade paralela onde trocavas de corpo e de carreira com o outro João Gil?
Em todas as realidades paralelas (assunto que me interessa infinitamente) que existem, em todas aquelas em que poderia trocar de corpo com o João Gil dos Trovante, nunca o faria. Em todas essas realidades paralelas continuo a gostar muito mais de ser o João Gil dos Diabo na Cruz. No entanto, em todas essas realidades paralelas respeito muito o João Gil que fez grandes temas como o COMBOIO, espero que continue a fazer grandes temas como esse para o resto da vida!

Aquele riff inicial que tocas no "Armário da Glória" é glorioso e está mesmo a pedir para ser ouvido num estádio. Onde é que sonhas tocar um dia? 
Num estádio, é que é mesmo aí que espero tocar um dia, nunca toquei num estádio gigante e isso seria outro sonho concretizado. Fazer isso e a tocar a AMÉLIA (que é uma das minhas músicas preferidas) seria mesmo um sonho daqueles que nunca mais queremos acordar.

➤ Ver também:
Entrevista: Sérgio Pires
Entrevista: Manuel Pinheiro
Entrevista: João Pinheiro
Entrevista: Jorge Cruz
Entrevista: Bernardo Barata

08 junho 2016

Resultados: Luzia ao vivo / Luzia em disco


Vitória esmagadora. A versão ao vivo de Luzia bateu o registo de estúdio por 85% dos votos. A propósito desta votação, disse-se por aí que "os arranjos da versão ao vivo são magníficos" e que "as obras bem feitas são assim: assentam-lhes bem várias versões".

Na verdade, qualquer canção de Diabo na Cruz ao vivo ganharia à versão de estúdio. Mesmo que a Luzia que se apresenta em concerto seja substancialmente diferente da que se ouve no álbum Roque Popular. Ao vivo, Luzia fica mais serena e singela, é tocada ao piano por João Gil até a restante banda se juntar toda para um apoteótico final. O que perde em electricidade ganha na calma, no silêncio e nos espaços que permitem saborear melhor as palavras. É ouvir para acreditar:



Votação: Melhor concerto de 2016 (até agora)

foto: Rui Oliveira
2016 vai a meio e já teve direito a oito concertos de Diabo na Cruz. É uma boa altura para eleger o melhor do ano — até hoje, claro, que muitos mais virão.


20 Fevereiro - Sesimbra, Cineteatro Municipal João Mota - fotos | setlist
27 Fevereiro - Alcobaça, CT João D'Oliva Monteiro - fotos | vídeos | setlist
12 Março - Caldas da Rainha, Centro Cultural - fotos | vídeos | setlist
• 2 Abril - Braga, Parque de Exposições - fotos | vídeos | setlist
 24 Abril - Almada, Praça São João Baptista - fotos | vídeos | setlist 
 11 Maio - Aveiro, Parque de Feiras e Exposições - fotos | vídeos | setlist
 13 Maio - Montalegre, Praça do Município - fotos | vídeosetlist
 28 Maio - Mortágua, ExpoMortágua - fotos | vídeos | setlist

07 junho 2016

Diabo na Cruz no Coliseu do Porto

No Porto? No Coliseu do Porto? Ah pois é. Diabo na Cruz vai subir ao palco da mítica sala da Invicta no evento da final do Fest Fwd - Concurso de Bandas Ageas no dia 29 de Setembro. O Prémio de Inovação Ageas Seguros inclui actuações de Diabo na Cruz e Jimmy P, a presença de Fernando Alvim e a apresentação das duas bandas vencedoras.

Actualização: Mais informações aqui.

1 de Julho: Diabo na Cruz em Coimbra


Já há mais pormenores sobre o concerto de Diabo na Cruz agendado para 1 de Julho (sexta-feira) em Coimbra. A banda actua nas Festas da Cidade no palco instalado na Praça do Comércio (ver mapa), por volta das 22h00. A entrada é livre.

03 junho 2016

24 de Junho: Diabo na Cruz em Nelas

Chegaram os Santos e os concertos são quantos? Ora aqui vai um. Diabo na Cruz festeja o São João no Dia do Município de Nelas, distrito de Viseu. O concerto acontece na Praça do Município na sexta-feira 24 às 21h30. Entrada gratuita.

You Can't Win, Charlie Brown com música nova


Os You Can't Win, Charlie Brown, que incluem João Gil (teclista de Diabo na Cruz), têm coisas novas nas mangas. "Above the Wall" é a primeira amostra do álbum Marrow, que vê a luz do dia em Setembro. O próximo concerto de YCWCB é já amanhã no Funchal, no festival Fica na Cidade.

Ouvir/comprar: YouTube | Spotify | iTunes

02 junho 2016

Raquel Tavares: "O Jorge Cruz é perfeito"

Ao Correio da Manhã, Raquel Tavares diz que Meu Amor de Longe, a canção de Jorge Cruz, "se arrisca a ser um dos temas do ano". No Diário de Notícias conta que em Alfama os seus vizinhos a cantam de cor, todos vaidosos. E acrescenta:
«Foi o primeiro original que me chegou e eu senti: 'É por aqui.' Porque é superportuguês, é fresco, feliz, contemporâneo, fala de uma Lisboa moderna. O Jorge Cruz é perfeito, não nos conhecemos, mas parece que sim. Foi ele quem deu o mote.»
"Meu Amor de Longe" é amanhã editado na colectânea Caixa Ribeira.

Instagram: Vida de Estrada 2016

Agora que a digressão de 2016 de Diabo na Cruz vai a meio, é uma boa altura para recordar algumas imagens dos últimos meses, sacadas do Instagram:

Bernardo Barata de solas em brasa, a ansiar pelo regresso a casa depois da dobradinha de concertos em Aveiro e Montalegre em Maio. Foto: Sérgio Pires

Esta palheta sobreviveu à Semana do Enterro de Aveiro. Estatelou-se num chão besuntado de cerveja, mas encontra-se agora em segurança e em boas mãos. 

Vam'lá pôr isto a andar! O Corridinho nas Caldas em Março. Foto: Dulce Maria

Os corninhos do diabo e o salto do Cruz a fechar a loja em Aveiro. Foto: Rui Oliveira

Cravo ao peito, Diabo no coração. 25 de Abril em Almada. Foto: Dulce Maria

 
"Tocar para viver ou electrocutar para morrer?", perguntava João Gil antes do concerto em Mortágua. A chuva ameaçou, mas parou só para ver o Diabo.
Foto: João Gil

João Pinheiro comanda as tropas no Castelo de Chaves, antes do concerto de Montalegre. Nota mental: não fazer piadas sobre o canhão do João.