11 abril 2018

Diabo na Cruz - Luzia (versão metal)



Alguma vez imaginaram como Diabo na Cruz soaria se fosse uma banda de metal? A resposta está neste vídeo. Henrique Pinto, guitarrista dos Haven Denied, criou uma versão metaleira de "Luzia", em homenagem a uma das suas bandas favoritas.

04 abril 2018

AO VIVO é o terceiro disco mais vendido

O primeiro álbum ao vivo de Diabo na Cruz entrou esta semana directamente para o terceiro lugar da tabela dos discos mais vendidos em Portugal:

27 março 2018

Vídeo: Cristina Branco - Aula de Natação

"Aula de Natação", uma canção com letra e música de Jorge Cruz, é o novo single de Cristina Branco. Aqui está o vídeo:



Aula de Natação
Letra e Música: Jorge Cruz

Conheci-o a 10 de Maio
Na visita a Mira de Aire
“É o João”, anunciou um amigo meu
Era o género desportista
Sorridente, educado
Fez questão de vir saudar-me
À entrada do Liceu
Perguntou no seu jeito embaraçado
"Hoje às oito, passas lá no pavilhão?"

Foi assim que dei por mim
Num cantinho da bancada de betão
Sozinha à espera do fim
Da aula de natação

Mal arranjou um bom emprego
E eu cheguei ao fim do curso
Ofereceu-me o anel de noivado
Assentámos na cidade
Um casal com dois rapazes
Por um ano de trabalho
20 dias no Algarve
E uma noite, ele lembrou-se esperançado
“Era bom se os miúdos já nadassem no Verão"

Foi assim que dei por mim
Num cantinho da bancada de betão
Sozinha à espera do fim
Da aula de natação

Quinze anos e um dia de casados
Assinámos no registo os papéis
Ele disse que se tinha apaixonado
O que eu disse, já não sei
Partilhámos os haveres
Para ele, a Passat
O time-sharing
E um lote em Amiais
Para mim, o apartamento
A custódia dos rapazes
Rugas, varizes
Duas hérnias discais
E um programa de hidroginástica
Fui lá hoje à primeira sessão

Foi assim que dei por mim
Num cantinho da bancada de betão
Sozinha à espera do fim
Da aula de natação

24 março 2018

Miguel Araújo escreve sobre Diabo na Cruz

A crónica que Miguel Araújo publica na revista Visão desta semana é inteiramente dedicada a Diabo na Cruz. Leiam um excerto:
«(...) Há sempre uma ala que regozija com o bonito que é respeitar e manter "vivas" as tradições. Que lindo que é ver os jovens a respeitar e a manter a tradição. Mas na realidade não há grande coisa a ser mantida ali. Mantida talvez. Mas não há nada ali a ser transportado, carregado. Nem sequer a ser respeitado. Não quanto o que é transportado na música dos Diabo na Cruz, uma das bandas da minha predilecção, na qual pontifica o genial Jorge Cruz, que realmente parece carregar alguma coisa dum certo património genuinamente português, de cada vez que produz uma canção. No caso dos Diabo na Cruz existe uma opção clara em trazer a uma música que lhes é geracionalmente natural todo um imaginário que lhes é geograficamente próximo, sem pretensiosismos de tradição serôdia. Dona Ligeirinha, Saias, Luzia, Vida de Estrada, são tudo canções realmente portuguesas sem se submeterem a essa calda de açúcar que transforma tudo na fruta cristalizada da "tradição" e do "folclore". São melodias naturais, próximas a todos nós, mas tocadas não num cordofone regional qualquer do século XIX mas antes no cordofone no qual toda a malta do liceu aprendeu a tocar, que é a guitarra eléctrica. Caso contrário já não seria natural, seria meramente folclórico, pitoresco, auto-referente, auto-celebratório. Não seria o objecto de arte valioso que é. Não nos podemos ver, portugueses, através de outra que não esta forma de tradição, esta trans-dição. Não nos podemos ver reflectidos no espelho embaçado da fruta cristalizada. Não se trata de mudar por mudar. Não é mexer por mexer. Não é "melhorar" ou actualizar. Nem sequer inovar, pois isso já pressupõe uma vontade, uma ideia de consequência, contrária a todo o acto verdadeiramente criativo. É deixar girar com o mundo que gira. A "tradição" com t pequeno precisa de ser salva. As coisas da vida que importa carregar de geração em geração fogem a sete pés do que quer que as queira salvar. Como o diabo da cruz. Como os Diabo na Cruz.»

23 março 2018

Novo álbum AO VIVO já à venda


Chega hoje às lojas o primeiro álbum ao vivo de Diabo na Cruz. O disco foi gravado entre 2015 e 2016 em Lisboa, Almada, Faial, Montalegre, Póvoa de Lanhoso, Porto, Gançaria e Caldas da Rainha.

Comprar: Fnac | Rastilho

1. 200 Mil Horas (Caldas da Rainha)
2. Ganhar o Dia (Gançaria)
3. Tão Lindo (Porto)
4. Bico de um Prego (Gançaria)
5. Os Loucos Estão Certos (Póvoa de Lanhoso)
6. Sete Preces (Montalegre)
7. Siga a Rusga (Faial)
8. Mó de Cima (Gançaria)
9. Luzia (Almada)
10. Saias (Montalegre)
11. Dona Ligeirinha (Montalegre)
12. Vida de Estrada (Caldas da Rainha)
13. Fronteira (Lisboa)
14. Chegaram os Santos (Montalegre)
15. Corridinho do Verão (Montalegre)
16. Fecha a Loja (Gançaria)

16 março 2018

Diabo nos Coliseus: bilhetes à venda

Já podem comprar os bilhetes para os concertos de Diabo na Cruz nos Coliseus:

 15 Novembro - Coliseu de Lisboa - 21.30, 15€ - comprar
 22 Novembro - Coliseu do Porto - 22.00, 15€/17,50€ - comprar